Escrito por Andressa Trivelli , com apoio do ChatGPT e do @Bard (agora Gemini) e edição+palpites de Cássio Aoqui
Faz alguns meses que todo evento, post no LinkedIn ou influencer do campo de impacto socioambiental tem trazido conteúdos do tipo:
“10 dicas para usar IA na sua organização”
ou
“passo a passo sobre como usar IA na sua organização de impacto”.
De repente, me vi ao redor de muitas especialidades e especialistas sobre Inteligência Artificial – e no campo de impacto socioambiental.
Fiquei me perguntando o que aconteceu? Como e por que tanto começou-se a falar sobre Inteligência Artificial focado no terceiro setor?
Me dei conta que, na verdade, o que aconteceu foi a explosão do Chat GPT.
Segundo o próprio Chat GPT,
“O ChatGPT é um modelo de linguagem avançado que gera texto coerente e relevante, utilizado para simular conversas humanas e responder a perguntas.”.
Embora sejam ferramentas essencialmente diferentes, qualquer pessoa que já usou o Google alguma vez na vida é capaz de usar o Chat GPT. A empresa que o desenvolveu, chamada “OpenAI”, promoveu demonstrações públicas do seu uso. E isso despertou o interesse e a curiosidade massiva sobre como usá-lo. Acho que isso foi um dos motivos que levou a uma ampla adoção e exploração por perfis muito diferentes de pessoas.
O ChatGPT, assim como outros modelos baseados na arquitetura GPT, ganhou popularidade porque conseguem gerar textos compreensíveis e naturais. Como acessá-lo é muito fácil, isso também o popularizou e permitiu que pessoas sem conhecimento técnico algum sobre Inteligência Artificial – assim como eu – interagissem com a sua interface. Hoje, em alguma das minhas abas do navegador, sempre está aberto o Chat GPT.
Mas IA não é algo novo.
Segundo o próprio Chat GPT, em 50 palavras, IA é:
“A inteligência artificial (IA) refere-se à criação de sistemas e algoritmos que permitem que máquinas e computadores realizem tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana, como aprendizado, raciocínio, resolução de problemas, reconhecimento de padrões e tomada de decisões, visando imitar ou ampliar a capacidade humana.”
Sendo assim, a gente pode inferir que IA não é só Chat GPT, não é mesmo?
Nem só de algoritmos, matemática e computação vive a IA. Na filosofia e nas ciências humanas, a discussão é vasta e – acredito eu – super importante.
Sim, sou uma pessoa mais de humanas que de exatas, então, acho que é natural que eu penda mais para esse campo da discussão. O que também acho natural é que no campo de impacto socioambiental, a gente olhe para isso com maior ênfase.
Alguns temas fundamentais que sempre estiveram no cerne da filosofia, hoje são colocadas em cheque e redefinidas com o advento das tecnologias capazes de emular o pensamento e comportamento humano.
Temas tais como:
Têm sido discutidos incessantemente à luz da IA.
Nos anos 50, o matemático e cientista da computação Alan Turing em 1950, definiu um teste que é parte importante dos estudos sobre IA. Chamado de teste de Turing, ele consiste na investigação da capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente indistinguível ao de um ser humano.
Para realizar o teste, é necessário que haja uma pessoa (um juiz humano) que interaja por meio de mensagens com um participante humano e com um “participante artificial” (um programa de computador como o GPT, por exemplo). O juiz não ouve ou vê os participantes. Ele deve conseguir determinar qual é o humano e qual é a máquina com base nas respostas às suas perguntas.
O participante que “passa” no teste é o que consegue convencer o juiz de que é um ser humano! Ele é um teste muito questionado, mas ainda serve como marco histórico na IA. Muitos o consideram uma ideia provocativa que levanta questões importantes sobre a natureza da inteligência e a capacidade de máquinas em emular processos mentais humanos.
O livro “Contato”, de Carl Sagan (que também tem um filme dele), não trata diretamente da Inteligência Artificial, mas podemos ver uma correlação entre os dois.
A história do livro é sobre a Dra. Eleanor “Ellie” Arroway, que após décadas de busca por sinais de inteligência extraterrestre, capta uma mensagem de uma civilização alienígena distante. Nesses sinais, ela recebe instruções para a construção da Máquina de Contato. Essa máquina que teleporta Ellie para Vega. Lá, ela conhece seres de uma civilização avançada.
Por mais que o livro não fale explicitamente sobre Inteligência Artificial, ele aborda ideias relacionadas à comunicação avançada, interpretação de sinais complexos e compreensão de inteligências não humanas.
Tudo isso me faz pensar muito sobre os temas de IA.
Eu, Andressa Trivelli e Cássio Aoquitemos construído alguns textos e fazendo algumas provocações sobre o uso da IA no campo de impacto socioambiental.
Queremos introduzir o tema, desmistificar IA, fomentar a discussão crítica sobre os seus usos, ajudar a construir um corpo de conhecimento específico de IA voltado para o campo e preferencialmente feito para e pelas organizações sociais também. Pretendemos colaborar com o fortalecimento do campo social com o fomento ao desenvolvimento institucional das organizações da sociedade civil.
Você tem curiosidade ou se interessa pelo tema? Vem com a gente! Conversa com a gente!
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